DETECÇÃO MOLECULAR DE POTYVIRUS CAUSADOR DO MOSAICO COMUM DO MILHO EM PLANTAS DANINHAS DA FAMILIA POACEAE

  • Nayara de Oliveira MELLO Graduanda de Biotecnologia Faculdade Ciências da Vida; Sete Lagoas, MG
  • Barbara França NEGRI Mestre em Bioengenharia Molecular, Celular e Tecidual; Professora Faculdade Ciências da Vida; Sete Lagoas, MG
  • Isabel Regina Prazeres de SOUZA Pesquisadora Embrapa Milho e Sorgo; Sete Lagoas, MG

Resumo

O mosaico comum do milho, causado por potyvirus, está entre as viroses mais importantes desta cultura no Brasil, gerando perdas de até 50% da produtividade quando há a presença do inóculo, condições favoráveis ao vetor e utilização de genótipos suscetíveis ao mosaico. Seis espécies de potyvirus têm sido identificadas no mundo, causando sintomas de mosaico em uma variedade de cultura de grãos e gramíneas, incluindo: Sugarcane mosaic virus (SCMV), Sorghum mosaic virus (SrMV), Maize dwarf mosaic virus (MDMV), Johnsongrass mosaic virus (JGMV),  Zea mosaic virus (ZeMV), Pennisetum mosaic virus (PenMV). O SCMV é o vírus mais comum causando sintomas de mosaico em diferentes plantas da família Poaceae no Brasil. Os potyvirus são transmitidos por vários afídeos e o vetor mais eficiente na cultura do milho é o Rhopalosiphum maidis L. (Pulgão do milho), sendo encontrado no Brasil principalmente em regiões onde se cultivam o sorgo e o milho. Um dos fatores que influência a disseminação deste vírus é a sobreposição de ciclos da cultura do milho. Esta condição, associada com o grande número de hospedeiros, contribui para a permanência do inóculo viral em campo. Sendo assim, os objetivos do presente estudo foram (i) identificar plantas daninhas fenotipicamente e molecularmente que apresentam sintomas da doença do mosaico comum do Milho; (ii) identificar por meio de PCR a estirpe que infecta plantas daninhas; (iii) identificar por meio do sequenciamento da proteína capsidial a espécie de potyvirus que infecta plantas daninhas. Para tanto, foram coletadas na fazenda experimental da Embrapa Milho e Sorgo folhas de plantas da família Poaceae que apresentavam pequenas áreas cloroticas entremeadas com pequenas áreas verdes, sintomas característico do mosaico. As amostras foram submetidas a extração de RNA total utilizando o kit Plant RNeasy (Qiagen), seguindo as orientações do fabricante. Posteriormente foi realizado a RT-PCR objetivando a síntese de cDNA. A partir do cDNA, foram realizadas reações de PCR qualitativo utilizando primers específicos para cada espécie de potyvirus. Os amplicons foram submetidos ao sequenciamento e as sequências obtidas foram comparadas no banco de dados genômico, NCBI, para a confirmação da espécie. Somente primers para o SCMV-Brasil amplificaram um fragmento de aproximadamente 1 Kb, enquanto os outros primers para potyvirus amplificaram somente o controle positivo, sugerindo que as plantas da família Poaceae eram infectadas com uma estirpe do vírus do SCMV, identificada por Souza et. al (2012). Comparações da sequência amplificada de 1072 pb mostrou similaridade com sequência de nucleotídeos relacionados com proteínas da capa proteica do vírus do mosaico, conforme Melo (2000), Resende et. al (2004), Souza (2012) e Silva (2015).  Considerando os dados acima e a observação que os primers foram desenhados com base nas regiões conservadas de potyvirus, o uso sob as condições estabelecidas nesse trabalho, constitui uma ferramenta prática e rápida para identificação de SCMV quando um grande número de amostras precisa ser analisada. Os resultados mostram que a presença de Potyvirus em plantas daninhas com sintomas da Doença do Mosaico comum pode ser uma grande fonte de inóculo para os cultivares sadios, sendo a eliminação dessas plantas o método mais eficaz para evitar a contaminação e perca dos cultivares de interesse.
 
Palavras-chave: Mosaico. . RT-PCR.
Publicado
2015-12-02
Como Citar
MELLO, Nayara de Oliveira; NEGRI, Barbara França; SOUZA, Isabel Regina Prazeres de. DETECÇÃO MOLECULAR DE POTYVIRUS CAUSADOR DO MOSAICO COMUM DO MILHO EM PLANTAS DANINHAS DA FAMILIA POACEAE. Revista Brasileira de Ciências da Vida, [S.l.], v. 3, n. 2, dez. 2015. ISSN 2525-359X. Disponível em: <http://jornal.faculdadecienciasdavida.com.br/index.php/RBCV/article/view/66>. Acesso em: 17 ago. 2017.

##plugins.generic.recommendByAuthor.heading##

##plugins.generic.recommendByAuthor.noMetric##